O ponteiro

O ponteiro está suspenso e cansado
do seu fado de ser tempo o tempo inteiro.
Se embalado o minuto é passageiro,
não ligeiro é o relógio já calado.

E demora o tempo que não acontece!
E entristece-se o ponteiro, pois sem hora!
Estivesse em tempo, estaria agora
tempo afora a lembrar que não fenece:

o ponteiro sobrevive se é cuidado
sob o cheiro de um café recém passado
quando alado é do atraso o carteiro.

Se labora, é vivo. Se não, adoece:
assessora o tédio e roga em muda prece
que se engesse o tempo que o olhar devora.

 

 

Anúncios

~ por Carlos Pegurski em setembro 14, 2012.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: